Escolas Sustentáveis

Projeto Escolas Sustentáveis: Um caminho entre a escola que existe e aquela com que se sonha

O que é

É um projeto que tem como objetivo fomentar a construção de espaços educadores sustentáveis, buscando incorporar as ideias da Educação Ambiental Crítica em todos os poros da unidade escolar.

Quem participa

Gestores e gestoras, coordenadores e coordenadoras, professores e professoras, alunos e alunas, familiares e demais pessoas envolvidas nas comunidades escolares das cidades onde o projeto acontece.

Como funciona

As escolas participantes organizam um coletivo para integrar o projeto e liderar o processo do Escolas Sustentáveis em suas unidades. Esse coletivo tem como principal desafio mobilizar a comunidade escolar para que juntos possam pensar em estratégias que permitam tornar a escola um espaço educador sustentável.

A proposta do projeto é se somar às outras iniciativas já existentes nas escolas e buscar elementos para fomentar um modelo de educação ambiental que não se resuma a eventos ou ações isoladas de uma disciplina ou de um professor, mas se integre à cultura escolar e penetre no cotidiano da escola, transbordando para a comunidade escolar expandida.

Todo o percurso de ser uma escola sustentável parte da reflexão de como o cuidado, a integridade e o diálogo podem ocupar os espaços físicos e sociais do ambiente escolar. A comunidade é convidada a refletir sobre espaços específicos da escola, buscando praticar esses valores em quatro dimensões:

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Das edificações: pensando como a estrutura física da escola se adequa ao dever-ser educador ambientalista.

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Do currículo: ao incorporar os processos de mudança dentro do ensino, criando novas possibilidades de interpretação da realidade e de significar as disciplinas, conectando a realidade vivida com o currículo oficial.

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Da gestão: ao criar mecanismos para garantir e promover as mudanças na escola, ao repensar normas e regras de convivência dentro da escola, ao criar comissões e promover a participação de todas e todos no processo.

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Da cidadania: ao refletir incessantemente sobre formas de participação das pessoas na vida da escola e as maneiras de respeitar a diversidade e a alteridade.

Os exemplos de como fazer esse exercício são inúmeros e não é possível ter fórmula pronta. Cada escola parte de um lugar e esse ponto de partida define uma trajetória singular nesse processo. Por outro lado, um problema enfrentado por uma escola pode já ter sido solucionado por outra. Assim, o Projeto Escolas Sustentáveis incentiva a troca, a construção coletiva e a solidariedade entre os participantes.

Durante o percurso, as escolas contam com apoio de material pedagógico e de encontros de formação elaborados pela equipe do Instituto Estre, além de outros referenciais teóricos que contribuam para a consecução das mudanças que os coletivos sonham ver implantadas.

Momentos do Projeto

1. Diagnóstico

Olhar para realidade da escola e pensar no que já existe, para depois pensar as mudanças desejadas: mapear as ações ambientais que já acontecem, refletindo sobre como elas podem ser ampliadas e ou transformadas.

3. Plano de ação

Organizar e selecionar as ideias do diagnóstico, estabelecer prioridades, delegar funções e pensar sobre o que é preciso fazer para alcançar as mudanças almejadas.

2. Engajamento da unidade escolar

Divulgar o projeto na escola para envolver mais pessoas, agregar diferentes pontos de vista e pensar coletivamente em propostas que olhem para o currículo, a gestão, as edificações e o fortalecimento da cidadania.

4. Colocar em prática o plano de ação

A escola sustentável não é uma meta e sim um processo, que envolve energia, disposição, coragem de enfrentar problemas e vontade de fazer as coisas de um jeito diferente. Colocar o plano de ação em prática é mobilizar todas e todos em torno do desejo compartilhado de fazer um caminho em direção à escola sustentável, revisitando e melhorando sempre as propostas que deram início a essa caminhada.

Qual a importância

Promover a oportunidade de reflexão-ação coletiva com foco em tornar a escola um espaço educador sustentável, convidando as pessoas a pensarem criticamente sobre suas escolas abre um novo mundo de possibilidades. Assim como a sociedade precisa reorientar-se para práticas mais sustentáveis, a escola deve ocupar-se também dessa tarefa, propiciando maneiras de educar para esse fim.

Uma escola sustentável é aquela que está atenta às questões socioambientais e busca incorporar essas discussões e ações dentro de todos os seus espaços. É uma escola que não apenas reproduz o currículo oficial, mas consegue implementar o que ensina e fomentar a consciência crítica das alunas e dos alunos, criando espaços coletivos de tomada de decisão em que elas e eles sejam ouvidos de fato. É também uma oportunidade para aplicar aquilo que muitos documentos preconizam, tanto em relação à gestão democrática quanto à participação mais efetiva da comunidade.

Histórico

A ideia de Escolas Sustentáveis nasceu da ousadia da Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação no ano de 2009. Para sua implementação contou com diversas parcerias, destaque para as interministeriais, sociedade civil organizada, Universidades e centros de pesquisa. Esse foi um impulso para a construção de uma política pública que apoiasse e incentivasse a transformação nas unidades escolares e na forma em que estas interagem com a Educação Ambiental.

Um ano depois, o Instituto Estre teve como desafio, em parceria com o Laboratório de Educação e Política Ambiental da Universidade de São Paulo (OCA – ESALQ), de elaborar um projeto que fizesse o caminho inverso, não da política pública à comunidade escolar, mas da comunidade escolar à política pública.

 

2011

Tendo como norte as diretrizes apontadas pelo MEC e com algumas inovações, o Instituto Estre, em parceria com o Laboratório de Educação e Política Ambiental (OCA) da Escola Superior de Agricultura (ESALQ) da USP e a Secretaria Municipal de Educação, lança o programa na cidade de Piracicaba (SP), em abril de 2011.
Integram essa primeira versão do projeto a Escola Municipal Mário Chorili, a Escola Municipal Francisco Corrêa e escolas municipais rurais agregadas ao Centro Rural de Educação Ambiental Dr. Kok.

Aulas Abertas

Além dos encontros de formação, a equipe do projeto organizou palestras ministradas por acadêmicos e profissionais sobre temas relacionados ao percurso formativo do Escolas Sustentáveis. Esses encontros foram gratuitos e abertos a toda comunidade.

1ª aula aberta, com Luciane Lucas:

“Por uma epistemologia alternativa do consumo: conversando com a sociologia das emergências de Boaventura de Souza Santos”.

2ª Aula Aberta, com Michèle Sato:

“Escolas Sustentáveis” - Relato da experiência na elaboração do projeto Escolas Sustentáveis do Ministério da Educação (MEC) e de práticas com educação ambiental.

3ª Aula Aberta, com Daniel Fonseca:

“Identidade, comunidade, felicidade, diálogo e potência de ação: a educação ambiental da OCA”.

2014

O Instituto Estre, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação lança o projeto na cidade de Curitiba. Com uma nova versão pensada especialmente para as Escolas de Tempo Integral o projeto contou com a participação de 16 unidades escolares.

Oficinas de Criação

Os grupos constituídos para liderarem o projeto nas escolas reúnem-se com a equipe do Instituto Estre, nas oficinas de formação promovidas pelo projeto, para compartilhar ideias, esclarecer dúvidas, fortalecer os sonhos e as propostas desenvolvidas, movidos pela premissa de que uma escola aprende com a outra, uma pessoa aprende com a outra e o coletivo aprende com ele mesmo.

Coleção de Ideias

Os grupos constituídos para liderarem o projeto nas escolas reúnem-se com a equipe do Instituto Estre, nas oficinas de formação promovidas pelo projeto, para compartilhar ideias, esclarecer dúvidas, fortalecer os sonhos e as propostas desenvolvidas, movidos pela premissa de que uma escola aprende com a outra, uma pessoa aprende com a outra e o coletivo aprende com ele mesmo.

2015

O programa tem continuidade na cidade de Curitiba, com o acréscimo de novas escolas que já haviam integrado a versão criada pelo MEC. Todas as unidades participantes ampliam o engajamento da comunidade e as ações previstas em seu plano, começando a colocá-lo em prática. Além do apoio do material pedagógico e das Oficinas de Cocriação, os coletivos recebem agora visitas periódicas de acompanhamento, realizadas pela coordenação local do projeto.

Conferência pelo Meio Ambiente

Comissões Socioambientais são criadas para, entre outras missões, organizarem uma Conferência pelo Meio Ambiente nas escolas, permitindo que mais vozes sejam ouvidas, outras ações necessárias sejam apontadas e o caminho para a Escola Sustentável continue sendo trilhado.